Tô fora, sou contra!

O PT decidiu fazer uma reunião de bancada para discutir o voto em lista, aquele no qual o eleitor vota no Partido, e não no candidato.

Abertas as inscrições, os deputados começaram a se inscrever. O deputado Pedro Eugênio, de Pernambuco, pediu a sua inscrição. Começaram os oradores a falar e não chegava a vez dele.

De vez em quando, ele perguntava:

“Sr. Presidente, não chegou a minha vez?”

E o Presidente respondia: “Ainda não.”

A reunião caminhava para o final e o Presidente leu os oradores que faltavam falar. E o nome de Pedro Eugênio não constava da lista.

Ele pediu uma questão de ordem.

“Sr. Presidente, eu vim pra cá para defender o voto em lista. Por certo, estarei fora da lista para ser votado já que não consigo nem entrar na lista para falar. Se é assim, tô fora desde logo. Sou contra o voto em lista.”

One comment

  1. Sou radicalmente conta a instituição do voto em lista, o fraco argumento de que o mecanismo fortalece a combalida estrutura partidária brasileira, atingida por sucessivos escândalos de corrupção é mais uma balela porque os partidos são feitos por pessoas e os partidos são tão bons ou tão ruins ou ainda corruptos ou não dependendo das pessoas que dele fazem parte. Se atualmente agente votando em quem conhece já somos traídos muitas vezes só vemos a cara dos nossos representantes em período eleitoral imagina se você votar em quem você não conhece.

    A reforma política seria e corajosa e, sobretudo verdadeiramente democrática se o mais votado em uma eleição fosse eleito o cabeça da chapa e o segundo mais votado o vice da chapa, assim o prefeito de Manaus seria Amazonino Mendes e o vice prefeito o segundo mais votado no caso o Serafim Correia, assim estaria sendo respeitando a vontade popular e ainda acabar com o senador biônico essa história que você elege um e tem o outro empurrado de goela a baixo também não é e nunca foi democrático.

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