Serafim propõe redução nas taxas de cartórios para imóveis e para regularização de dívidas

Serafim propõe redução nas taxas de cartórios para imóveis e para regularização de dívidas

O deputado Serafim Corrêa (PSB) apresentou nesta quarta-feira (08), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), emenda substitutiva ao projeto de lei nº 134 para que as taxas cartoriais sejam reduzidas. A lei em questão trata das novas circunscrições geográficas de atuação dos ofícios de registro de imóveis de Manaus.

A emenda objetiva beneficiar  pessoas com menor poder econômico, sempre com vistas a facilitar a aquisição de moradias populares urbanas e rurais. A redução proposta será de 75% para imóveis residenciais adquiridos por pessoas idosas e em 50% para imóveis residenciais dos demais empreendimentos do projeto ‘Minha Casa Minha Vida’.

“O projeto de lei de iniciativa do judiciário e que redivide os espaços urbanos dos registros de imóveis precisa ser discutido. Já protocolei, junto à Mesa  Diretora, um requerimento pedindo uma audiência pública para que esse assunto seja amplamente discutido”, defendeu Serafim.

Outro ponto tratado no documento é a redução das taxas reguladoras de dívidas. A emenda objetiva compatibilizar a redução dos emolumentos referentes à escritura pública, pois não faria sentido as procuradorias federal, estadual e municipal e as concessionárias de água, energia elétrica e telefonia coagirem seus devedores, em geral dívidas de pessoas mais pobres.

“Entendo que esse projeto nos dar uma oportunidade de discutirmos também o valor das custas dos cartórios. Situações muito constrangedoras com pessoas de menor renda , seja pela Manaus Ambiental, seja pela Eletrobras Amazonas Energia, ou pela própria prefeitura de Manaus, com a cobrança de dívidas de pequeno valor  e que geram um inferno  na vida das pessoas”, disse Serafim.

O líder do PSB na casa legislativa exemplificou algumas das situações que a maioria dos amazonenses enfrenta diariamente.

“ Um exemplo concreto é de uma pessoa  que devia R$ 10, ai o nome dele foi para o  SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), Serasa. Esse cidadão ficou impedido de fazer compras e para ele saber quanto e onde ele devia,  teve que pagar uma taxa de R$ 50 em cada um dos seis cartórios de Manaus, ou seja, o devedor gastou R$  300 e pagou a dívida de R$10. Ele pagou 30 vezes a dívida e  teve que pagar ainda a baixa naquele cartório. Isso tudo é muito injusto e muito cruel. Creio que esse projeto dará a oportunidade de encontrarmos soluções para esse assunto”, finalizou.

Texto: Luana Dávila

Foto: Marcelo Araújo