Por falta de tubos, páram obras da Cigás

As obras de assentamento dos tubos que vão distribuir o gás em Manaus e que são de responsabilidade da CIGÁS, empresa de economia mista que tem como sócio privado Carlos Suarez, ex-sócio da construtora baiana OAS, na qual ele era o S, estão paradas.

A causa teria sido a apreensão pela Receita Federal dos tubos importados pela Construtora LJA, de propriedade de Latif Jabur Abdu, ex-sócio da Construtora Gautama, todas, também, baianas. A LJA é a construtora contratada para fazer a obra da rede urbana do gasoduto.

Os motivos da apreensão são desconhecidos. No entanto, será um dos listados no art. 23 do Decreto-lei nº 1455. Leia a seguir o que diz o citado artigo:

Art 23. Consideram-se dano ao Erário as infrações relativas às mercadorias:

I – importadas, ao desamparo de guia de importação ou documento de efeito equivalente, quando a sua emissão estiver vedada ou suspensa na forma da legislação específica em vigor;

II – importadas e que forem consideradas abandonadas pelo decurso do prazo de permanência em recintos alfandegados nas seguintes condições:

a) 90 (noventa) dias após a descarga, sem que tenh sido iniciado o seu despacho; ou

b) 60 (sessenta) dias da data da interrupção do despacho por ação ou omissão do importador ou seu representante; ou

c) 60 (sessenta) dias da data da notificação a que se refere o artigo 56 do Decreto-Iei número 37, de 18 de novembro de 1966, nos casos previstos no artigo 55 do mesmo Decreto-lei; ou

d) 45 (quarenta e cinco) dias após esgotar-se o prazo fixado para permanência em entreposto aduaneiro ou recinto alfandegado situado na zona secundária.

III – trazidas do exterior como bagagem, acompanhada ou desacompanhada e que permanecerem nos recintos alfandegados por prazo superior a 45 (quarenta e cinco) dias, sem que o passageiro inicie a promoção, do seu desembaraço;

IV – enquadradas nas hipóteses previstas nas alíneas ” a ” e ” b ” do parágrafo único do artigo 104 e nos incisos I a XIX do artigo 105, do Decreto-lei número 37, de 18 de novembro de 1966.

V – estrangeiras ou nacionais, na importação ou na exportação, na hipótese de ocultação do sujeito passivo, do real vendedor, comprador ou de responsável pela operação, mediante fraude ou simulação, inclusive a interposição fraudulenta de terceiros.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 30.12.2002)

§ 1o O dano ao erário decorrente das infrações previstas no caput deste artigo será punido com a pena de perdimento das mercadorias. (Incluído pela Lei nº 10.637, de 30.12.2002)

§ 2o Presume-se interposição fraudulenta na operação de comércio exterior a não-comprovação da origem, disponibilidade e transferência dos recursos empregados.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 30.12.2002)

§ 3o A pena prevista no § 1o converte-se em multa equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria que não seja localizada ou que tenha sido consumida.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 30.12.2002)

§ 4o O disposto no § 3o não impede a apreensão da mercadoria nos casos previstos no inciso I ou quando for proibida sua importação, consumo ou circulação no território nacional.(Incluído pela Lei nº 10.637, de 30.12.2002)

Art 24. Consideram-se igualmente dano ao Erário, punido com a pena prevista no parágrafo único do artigo 23, as infrações definidas nos incisos I a VI do artigo 104 do Decreto-lei numero 37, de 18 de novembro de 1966.

One comment

  1. Sarafa, realmente o Dep. Ciro Gomes mostrou a nós toda a sua capacidade, e conhecimento dos problemas do país. É muito difícil ver uma pessoa que não tem formação acadêmica em economia e falar do assunto de forma simples, cara e objetiva. Como dito por ele, mas não com essas palavras: os políticos são o reflexo dos seus eleitores. Concordo em gênero, número e grau. A política brasileira virou profissão para aproveitadores.

Comments are closed.