É necessário derrubar?

incendio
Está anunciado que hoje começa a derrubada do antigo prédio do Grande Hotel que pegou fogo na segunda feira. Ouvi de mais de um engenheiro que é possível preservar as fachadas através de estruturas de aço, sem necessidade de demolição. Esse prédio é histórico e deve ser preservado. Se efetivamente for possível evitar que se derrube, que se evite. É importante que fique bem claro se é, ou não, possível preservá-lo. Para isso é necessário que o IPHAN, as Secretarias de Cultura do Estado e do Município se manifestem e até outras entidades como o CREA.

Agora se realmente for inevitável, haja riscos e questões de segurança irreversíveis, que se estabeleça desde logo que nenhuma autorização de construção será dada que não seja para restabelecer o que lá existia antes, em termos de patrimônio histórico. A meu ver, até podem mudar a estrutura interna, mas as fachadas devem ser inteiramente restauradas.

É o que manda o bom senso. Com a palavra as autoridades responsáveis.

6 thoughts on “É necessário derrubar?

  1. Perigo Eminente Corpo de Bombeiro não possui equipamento de combate a incentido em Prédios.

    Há muito me preocupa o surgimento de grandes Edifícios em Manaus, grandes construtoras edificam enormes, belíssimos, modernos, prédios na cidade, hoje nos destacamos como uma grande metrópole. Porém o Corpo de Bombeiro de Manaus que tem no seu quadro homens valorosos, mais infelizmente ha uma grande falta de investimentos em equipamentos de combate a incêndios. Corpo de Bombeiro não possui equipamentos para combater incêndios em edifícios altos, se houver incêndio em um prédio com mais de dez andares em Manaus a coisa vai ficar feia e muitas vidas poderão ser perdidas e sabido, por exemplo, que na corporação não há Escada Magirus em condições de operação necessária para o combate a incêndios a medias e grandes alturas, a falta de investimento do Governo do Estado faz com que o Corpo de Bombeiro de Manaus funcione a base de improvisos. Será preciso uma grande tragédia com a perda de vidas para que o Governo do Estado desenvolva um plano para equipar o Corpo de Bombeiro?

  2. Ouvindo comentário numa emissora de rádio de que a família que é dona do imóvel, teria que arcar com as despesas da demolição e alegando não terem o dinheiro para esse tipo de despesa, eu pergunto: O quanto isso iria custar aos proprietários?
    Será que somente as lojas tinham seguro?
    O quanto do total do montante que elas receberão deverá ser destinado ao dono do imóvel destruído?

    O que estava no seguro, eram somente as mercadorias?. São coisas a se pensar, pois acredito que uma grande injustiça pode ser cometida.

  3. Em nome de um pretenso desenvolvimentismo os governantes de Manaus e do Amazonas deixam o patrimônio histórico e cultural desaparecer. Transformados em poeira estão o antigo cine Guarany, o Solar das Lágrimas e inúmeros monumentos que atestam o passado do nosso estado. Prédios maravilhosos, ainda oriundos do tempo da borracha, nunca foram recuperados e parece que, agora, em nome da especulação imobiliária e da irresponsabilidade dos nossos governantes que transformaram o centro de Manaus num coquetel molotov, vemos ressurgir o antigo método do “turco-circuíto”, que garante o seguro dos prédios e permite que as áreas atingidas possam ser vendidas.

  4. Esse grupo que se instalou no poder municipal e estadual há 20 anos(com esceção de Artur Neto e Serafim) não tem intimidade com preservação de nada inerente à história de Manaus. A lista da destruição é grande. Eu cito algumas e os internautas poderão complementar noa aeua respectivos espaços. Por exemplo: aonde anda o Instituto Benjamim Constant? Cadê a reforma do Adolfo Lisboa que o Serafim iniciou e os asseclas do atual prefeito empastelaram, pela substituição da pedra de ilhoz que nada comprometeria a restauração do piso do mercado. Cadê o Parque Dez de Novembro, destruido criminosamente por esse grupo? Agora, a moda é implodir o Vivaldão a pretexto de cumprir com as exigências da FIFA, para a construção de novo estádio para a Copa de 2014. E o secretário das medalhas” que não tapa nem as crateras próximas da secretaria que administra”, enche a boca para condenar o prédio que sofreu o sinistro, ameaçando-o derruba-lo. Isso, assegurado no “olhômetro” dele, chutando o balde dos técnicos do IMPLURC, do CREA, do IPHAM e do Corpo de Bombeiros.

  5. Desculpa, mas gostaria de ver esses prédios no chão e transformar o centro em um lugar de fato moderno, esquece esses prédios.

    Não ligo para a história da arquitetura Amazonense e isso é um direito meu.

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