Diretor do Musa, Ennio Candotti, recebe Título de Cidadão do Amazonas

O professor Ennio Candotti, diretor do Museu da Amazônia (Musa) e ex-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), foi homenageado com o Título de Cidadão do Amazonas, nesta quarta-feira, 21, pela Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM). A propositura é do deputado Serafim Corrêa (PSB).

“Ennio é um nome nacional. É um cientista que dedicou a vida inteira à ciência e à tecnologia. Nos últimos anos,  dedicou-se à Amazônia. Hoje, ele preside o Musa, que é a Manaus que Manaus não conhece”, disse o parlamentar.

Serafim destacou que o Musa, atualmente, é o segundo ponto mais visitado por turistas, depois do Teatro Amazonas, cartão postal do Brasil.

“Em alguns meses, como no verão, o Musa ganha mais visitantes do que o Teatro Amazonas. É um local que o manauara precisa conhecer para se inteirar sobre a nossa biodiversidade, para conhecer a floresta e ver os contrates entre floresta e a cidade. Professor Candotti tem uma vida dedicada e com relevantes serviços prestados ao Brasil, dedicada também à Amazônia. Ele escolheu ser amazonense. Homenagem mais do que merecida”, apontou Serafim.

Para o professor Candotti, o Título de Cidadão do Amazonas é uma grande alegria.
“Essa homenagem me sensibiliza muito. Sinto também que me atribui mais responsabilidades naquilo que estou construindo. Agora, sou parte da grande família do Amazonas. Até agora, o que eu fazia e dizia era visto e ouvido como dito e feito por um viajante. Agora sou cidadão do Amazonas. A Assembleia do Amazonas me convidou e me deu o direito a criar raízes nesta generosa terra”, disse o homenageado.

À frente do Museu da Amazônia e do Jardim Botânico, Ennio disse que as instituições são capazes de contribuir para a valorização de nossas riquezas humanas e materiais, além de proporcionar conhecimentos dos saberes tradicionais e da biodiversidade, únicos no Planeta.

“O Musa foi criado para isso, para aproximar o cidadão da natureza. E os primeiros resultados estão surgindo. Oito mil visitantes vieram no último mês conhecer a flora da Reserva Ducke. Muitos deles, mais do que a metade, turistas. Realizamos pesquisas em arqueologia, paleontologia, cigarras e insetos, etc., que interessam não apenas  a cientistas, mas também a estudantes e visitantes”, concluiu.

Texto: Luana Dávila

Foto: Marcelo Araújo