As manchetes pelo Brasil nesta terça, 5

O Globo: Fim de nepotismo na Infraero abre crise entre aliados de Lula

PMDB reclama de demissões na estatal e ameaça retaliar no Congresso

Uma medida moralizadora adotada na Infraero contra indicações políticas abriu uma crise com o principal aliado do governo Lula, o PMDB. Um novo estatuto torna obrigatório que quatro das cinco vagas da diretoria da Infraero sejam preenchidas por funcionários de carreira. Os cargos comissionados foram reduzidos a 12 – hoje são 109 – e 28 pessoas, demitidas. Recebidos por Lula, líderes do PMDB alertaram que as mudanças podem provocar derrotas no Congresso e prejudicar a aliança com o PT em torno da candidatura da ministra Dilma Rousseff. Demissões anunciadas, como a de Mônica Azambuja, ex-mulher do líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves, foram suspensas. (págs. 1 e 3)

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Folha de S. Paulo: Crise piora perfil da exportação brasileira
Saldo comercial cresce, mas produto básico vende mais que manufaturado

A balança comercial brasileira fechou o primeiro quadrimestre de 2009 com saldo de US$ 6,7 bilhões, alta de 49,4% ante o mesmo período de 2008. Em abril, ela ficou positiva em US$ 3,7 bilhões – o melhor desempenho nos últimos 11 meses.

Os dados do mês passado, porém, também mostram que o Brasil exportou mais produtos básicos (como metal e soja) que manufaturados; em um ano, sua participação na pauta de exportações passou de 33% a 45%.

Para exportadores, o dado indica uma volta ao perfil do comércio exterior na década de 80, com predomínio da venda de matérias-primas. (págs. 1 e B1)
Leia “Retórica no MEC”, acerca dc mudanças no ensino médio; e “Doações ocultas”, sobre norma para eleições. (págs. 1 e A2)
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O Estado de S. Paulo: Presidente do Irã decide cancelar visita ao Brasil
Ahmadinejad usa eleição local para desmarcar criticado encontro com Lula

O presidente do irã, Mahmoud Ahmadinejad, desistiu da visita oficial que faria ao Brasil nesta quarta-feira. Em mensagem ao presidente Lula, a quem chamou de amigo, Ahmadinejad pediu que o compromisso fosse remarcado para depois da eleição presidencial iraniana, em junho. Nos bastidores, funcionários brasileiros dizem que a visita foi cancelada. O desfecho resolve um problema diplomático que o Brasil vinha enfrentando por causa da decisão de receber Ahmadinejad – que questiona o Holocausto e defende o fim de Israel. O iraniano reafirmou suas posições em recente reunião da ONU, e o Brasil emitiu nota discordando dele, o que irritou Teerã. Formalmente, o Itamaraty diz que o Brasil continua interessado no encontro entre Ahmadinejad e Lula e que o País quer ampliar o comércio com o Irã. (págs. 1, A11 e A12)

Frase
“Estamos interessados na visita. Continuamos interessados.”
Roberto Jaguaribe Secretário-geral de assuntos políticos do Itamaraty

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Jornal do Brasil: Uma gripe de R$ 141 milhões
Verba será para ações preventivas. País já tem 25 casos suspeitos

O governo federal anunciou ontem verba extra de R$ 141 milhões para intensificar as ações de prevenção à gripe suína (H1N1) no Brasil. A decisão é do Grupo Executivo Interministerial (GEI), composto por membros da Presidência da República, da Casa Civil e de sete ministérios. A verba será aplicada em ações como publicidade, intensificação de diagnósticos, instalação de salas especiais de monitoramento em portos, entre outras medidas. O anúncio da liberação da verba deu-se no dia em que o número de casos suspeitos da doença no Brasil subiu de 15 para 25, segundo o Ministério da Saúde. Prefeitura e governo do Rio anunciam hoje seus pacotes antigripe. (págs. 1 e Vida, Saúde e Ciência A23 e A24)
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Correio Braziliense: R$ 141 mi contra a gripe

O combate ao vírus influenza A (H1N1) recebeu um reforço no caixa. O governo federal vai liberar, por medida provisória, R$ 141 milhões para ações contra a doença que contabiliza 25 casos suspeitos. O dinheiro será aplicado em campanhas e na instalação de postos de monitoramento. DF registra terceira possível vítima. (págs. 1 e Tema do Dia, 18 a 21)
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Valor Econômico: Mercado vive bom momento para títulos de dívida e ações

Há cerca de duas semanas, os títulos da dívida externa de empresas e bancos brasileiros no exterior estão em um “rali” de preços. Ontem, essa tendência cresceu em meio ao otimismo nos mercados financeiros. Os investidores ampliam a cada dia a demanda por papéis corporativos, que ainda pagam rendimentos atrativos, mas agora são percebidos como de baixo risco.

Papéis do BNDES com vencimento em 2018, no total de US$ 1 bilhão, tiveram alta de preço de mais de 5% desde o dia 20, para 98% do valor de face. Títulos emitidos em abril pela Telemar Norte Leste e pela Odebrecht também tiveram valorização forte, de 6% e 8%, respectivamente. Até papéis de bancos médios e frigoríficos têm atraído interesse. (págs. 1, C1, C2, C4, D1 e D2)

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Gazeta Mercantil: Fabricante local domina mercado de PCs no País

A indústria de computadores no Brasil é uma das raras no mundo em que os fabricantes locais detêm uma participação invejável. Das 11,8 milhões de unidades produzidas no País em 2008 – também incluídos nesta conta os equipamentos portáteis -, os integradores brasileiros são responsáveis por fabricar 77%, informam os relatórios da International Data Corporation (IDC). E, segundo a consultoria, quem lidera a produção de computadores há quatro anos é a brasileira Positivo Informática, dezenas de milhares de unidades mensais à frente de marcas internacionais como as americanas Dell e HP.

E, ainda que a crise internacional tenha atingido em cheio o crédito ao consumidor final e, por tabela, as vendas no varejo, a expansão do mercado nacional em 2008 foi de 10,6%. Nesse ritmo, a IDC estima que, até 2010, o País conquistará a 3ª posição entre os fabricantes mundiais de computadores. (págs. 1, C1 e C2)
adesão suficiente para garantir o fornecimento de 60% da cana-de-açúcar que deve ser moída”, afirmou a companhia. (págs. 1 e B11)
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Estado de Minas: Receita arma arapuca para contribuinte

O fisco embolsou indevidamente dos trabalhadores R$ 2 bilhões de Imposto de Renda referentes à venda de 10 dias de férias. Poderia devolver o dinheiro simplesmente depositando-o na conta de cada um. Em vez disso, decidiu criar dificuldades. Instrução que será publicada hoje pela Receita torna mais complicado pedir a restituição. O interessado terá de baixar programas do IR de 2005 a 2008 e fazer retificações uma a uma. Quem cobrar o valor de volta, alertam tributaristas, corre o risco de cair na malha fina. (págs. 1 e 11)
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Jornal do Commercio: A poupança na mira

Queda na Taxa Selic deixou caderneta de poupança mais rentável do que muitos investimentos de renda fixa e governo prepara mudanças para evitar a migração dos grandes investidores. Em ano pré-eleitoral, politização do tema já começou. (pág. 1)

One comment

  1. Em relação a mudança na poupança:

    Quando o governo divulga que pretende alterar o rendimento da caderneta de poupança , que é sabiamente estabelecido em lei, pelo
    legislador, exatamente para proteger a poupança nacional contra a especulação financeiro, dando mais estabilidade ao sistema financeiro, demonstra que não tem mais interesse em preservar um sistema financeiro estável, o qual tanto nos protegeu na atual crise, incentivando de forma inconsequente os Brasileiros a deixarem de fazer poupança. O Presidente LULA declara abertamente que poupança não é investimento e que deve apenas proteger o capital aplicado da inflação, ou seja, quem faz poupança deve deixar o seu dinheiro de graça para os Bancos movimentarem e ganharem os seus lucros nas costas dos poupadores. Na verdade a intenção do governo é forçar o Brasileiro que tem poupança aplicar suas economias em fundos de investimento os quais não dão nenhuma garantia ao poupador, pois no ato da aplicação os gerentes dos Bancos, inclusive Bancos públicos, Banco do Brasil e Caixa, apresentam um documento onde o aplicador issenta o Banco de qualquer responsabilidade por perdas na aplicação, ou seja, o Banco só embolso os lucros, os prejuizos são do poupador. Com essa politica o gover-
    no LULA pode fazer com que muitos Brasileiros percam suas suadas economias adquiridas, na maioria das vezes, fazendo poupança durante
    toda uma vida para ter algum recurso nos dias difíceis pois, neste pais, quem não é Grande Empresário ou alto funcionário público com
    seus empregos e aposentadorias integrais garantidas, necessita ter uma poupança segura e incentivada pelo governo.
    O que o governo LULA está fazendo é terrorismo. Isso é muito perigoso para uma nação como o Brasil, onde ainda temos uma sociedade muito
    desigual e injusta.
    O governo só se preocupa com a saúde financeira das empresas, Bancos e Grandes Empresas, mas a saúde financeira dos Brasileiros que necessitam fazer poupança, essa, está sendo negligenciada. Será que as pessoas, ou seja, o ser humano não tem mais importância? Será que tudo pode ser feito com a desculpa de mais crescimento econômico?
    Esse alerta já enviei para os senhores senadores, em Brasília, pois esse assunto é muito sério.

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