• 30.10.2014Sem categoriaCOMPARTILHAR Deixe um Comentário
    Na tarde desta quinta-feira (30), os senadores João Capiberibe (PSB-AP), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e o recém eleito senador David Alcolumbre (DEM-AP), que ocupará a vaga de José Sarney no próximo pleito, receberam da Secretaria de Aviação Civil o termo do acordo para a conclusão da Rodovia Norte Sul. A finalização da obra, tratada como prioridade pelo governador do Amapá, Camilo Capiberibe, dependia exclusivamente da assinatura do secretário da pasta, o ministro Moreira Franco, desde abril. A obra será entregue até o final deste ano.

    Entenda o imbróglio:

    Em 15 de abril passado, em audiência pública na CDR do Senado, o senador João Capiberibe cobrou ao ministro Moreira Franco, da Secretaria de Aviação Civil, e também ao presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Gustavo Vale, celeridade no acordo feito para a conclusão das obras da Rodovia Norte-Sul, em Macapá.

    O primeiro e segundo trechos da obra já estavam concluídos, mas a finalização dependia de desentraves burocráticos, já que o terreno pertence à Infraero. O processo encontrava-se no setor jurídico da empresa, desde que foi feito o acordo entre Governo do Estado e Governo Federal, há meses sem resposta.

    A Norte-Sul foi projetada para resolver um grande problema de mobilidade dos moradores da Zona Norte que precisam chegar ao Centro de Macapá, que hoje contam uma única via de acesso, causando grandes engarrafamentos.Em resposta a cobrança de Capiberibe, o ministro Moreira Franco garantiu que até o final da tarde daquele dia teria um posicionamento sobre a situação. Ele prometeu telefonar diretamente ao senador com a resposta.

    E assim o fez Moreira Franco, pedindo ao senador que marcasse dia e hora para a assinatura do termo de acordo. Infelizmente, Moreira Franco voltou atrás pressionado pelo diretório de seu partido (PMDB) no Amapá e começou a empurrar com a barriga a assinatura do contrato. Em 5 de agosto passado, o senador Capiberibe voltou a cobrar de Moreira Franco uma solução para o problema. Tentou o ministro, então, alegar que o período eleitoral o impedia de liberar o termo de acordo. Mas a justificativa não era cabível, já  que não se tratava de obra nova, mas de continuidade e conclusão de uma obra em andamento, iniciada antes do período eleitoral. Mesmo assim, a decisão do ministro foi resistir à assinatura de tal termo.

    Agora, passados quatro dias do fim das eleições, o termo de acordo foi assinado e a obra será retomada, ficando clara a articulação promovida por José Sarney no Amapá, em desfavor da coletividade e a favor de suas conveniências político-eleitorais.

    [Anexo - Na foto, os senadores do Amapá recebendo das mãos do chefe de gabinete da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Gustavo Canuto, o termo do acordo para a conclusão da Rodovia Norte-Sul]

    Fernanda Chaves - Assessora de Imprensa
    Gabinete do Senador João Capiberibe (PSB-AP)

     

  • Do CONJUR:

    O Diário de Justiça Eletrônico (DJe) do Supremo Tribunal Federal desta quinta-feira (30/10) publica 437 acórdãos relativos a processos julgados há mais de 60 dias. A medida segue a Resolução 536 do STF, em vigor desde 20 de outubro, que fixou o prazo de 60 dias após a sessão de julgamento para que as decisões sejam publicadas, como previsto no artigo 95 do Regimento Interno da corte. Cerca de 1,5 mil acórdãos ainda estão na Secretaria Judiciária aguardando publicação, mas se referem a decisões tomadas há menos de 60 dias.

    Um dos acórdãos publicados é o do julgamento da Proposta de Súmula Vinculante (PSV) 45, que trata da aposentadoria especial de servidor público. Também está na lista o acórdão do julgamento da medida cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.638, no qual o Plenário esclareceu regra sobre aplicação de pena a magistrados. Esse julgamento foi encerrado em fevereiro de 2012.

    Entre os processos pendentes há mais tempo está o acórdão do Habeas Corpus (HC) 88.970, julgado em 2007. A 2ª Turma do STF anulou a sentença que determinou o julgamento pelo júri popular de ex-prefeito da cidade de Tancredo Neves (BA), acusado de ser mandante do assassinato de vereador do município.

    A Resolução 536 vem para resolver o problema do acúmulo de acórdãos pendentes de publicação. Sem essa publicação, não é possível a interposição de recursos pelos advogados. A resolução não prevê punições. Mas caso prazo de 60 dias vença sem que haja pedido de mais tempo, a Secretaria Judiciária está obrigada a publicar a transcrição do julgamento, ressalvando que não houve revisão pelos ministros.

    A Secretaria Judiciária do STF, desde 20 de outubro, data da publicação da Resolução 536, tem dez dias para publicar todos os acórdãos pendentes de revisão por mais de 60 dias. O tribunal busca, com isso, assegurar aos jurisdicionados os preceitos constitucionais da razoável duração do processo e da celeridade do trâmite processual. “A publicação das decisões judiciais é procedimento essencial do processo que culmina com a entrega da prestação jurisdicional”, diz o ministro Lewandowski no texto da regulamentação. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.

    Clique aqui para ler a edição do DJe desta quinta-feira.

    Comentário meu: Enfim, ventos de um mínimo de racionalidade começam a bater no STF. Falta liberar os processos que estão “embargados” por pedidos de vista que deveriam demorar uma semana e alguns demoram VINTE anos.

  • Com aliados como um dos maiores caciques do PMDB, José Sarney, a Presidente Dilma não vai precisar de adversários.
    Veja:

  • Da Folha de São Paulo:

    Reeleito neste domingo (26) com votação apertada (51,9%), Simão Jatene (PSDB), 65, vai se tornar o político que mais tempo passou à frente do governo do Pará: 12 anos.  Jatene, que foi um dos fundadores do PSDB, derrotou Helder Barbalho (PMDB), filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), após uma campanha repleta de ataques, cujo resultado ecoou o plebiscito que vetou a ideia da divisão do território em três Estados, em 2011.
    “Quando vimos o mapa de votação (do primeiro turno), com vitória deles nos territórios que buscaram a divisão, não teve jeito, tivemos que tomar algumas decisões, denunciar a safadeza disso. Eles queriam um novo plebiscito, mas só com as pessoas de lá. É uma maluquice”, disse o governador, em entrevista à Folha nesta segunda (27).
    O tucano garantiu sua terceira vitória para governador ao conquistar a maioria dos eleitores de Belém e região metropolitana, compensando o triunfo de Helder nas cidades que formariam os territórios (em especial Santarém e Marabá) —o vice do peemedebista ainda defende a separação do Estado. E criticou o governo federal, acusando-o de “saquear” a Amazônia com grandes obras. “Esse olhar para a Amazônia, um almoxarifado que tu saqueias e fica por isso mesmo, está cada vez mais insustentável. E isso era o compromisso da Marina (Silva) e, de certa forma, do Aécio (Neves)”, disse Jatene, citando os dois presidenciáveis de quem recebeu apoio.
    No meio da entrevista, recebeu telefonema de Marina, parabenizando-o pela votação, e cobrando novamente os compromissos pela preservação da Amazônia. “Desde o tempo da borracha é nítida a contribuição do Pará ao governo brasileiro. Mas lamentavelmente o Pará não tem tido o reconhecimento do governo federal.”  Abaixo, os principais temas da entrevista, em Belém.

    GRANDE OBRAS DA AMAZÔNIA
    “A decisão de implantar um grande projeto passa longe daqui. É a coisa do interesse nacional. Impor o interesse nacional sobre os interesses sub-regionais não pode ser na base do ‘metrópole e colônia’. Se você implantar um grande projeto destes, numa economia consolidada, como São Paulo e Minas Gerais, tem um efeito que desbalanceia o território. Mas aqui, não, aqui vira de cabo a rabo, vira de ponta-cabeça.
    Veja o linhão (de transmissão) de Tucuruí. As pessoas ouvem o linhão fazer ‘zzzz’, passando na cabeça delas, mas não têm energia em casa. Esse olhar para a Amazônia, um almoxarifado que tu saqueias e fica por isso mesmo, está cada vez mais insustentável. E isso era o compromisso da Marina e, de certa forma, do Aécio.
    Pegue o exemplo da hidrelétrica. Você faz um projeto de engenharia, e este projeto não tem qualquer preocupação ambiental ou social, vamos ser francos. A saída mágica é a condicionante, como se isso fosse resolver todas a: mazelas que a história não conseguiu resolver.”

    ESTADO DIVIDIDO/SEPARATISMO
    “O plebiscito de 2011 foi uma das experiências mais sérias e traumáticas que o Estado já teve. Há muitos pedidos de divisão de Estados pelo país, mas nos fizeram de cobaia. A campanha do “sim”, com o Duda Mendonça, começou a ganhar corpo, e começaram a produzir peças violentas, grosseiras. Quando percebi isso, pensei: ‘não tenho saída, tenho que puxar essa coisa (a campanha do ‘não’) para mim’. É melhor do que deixar que as populações entrem em conflito.
    Nesta eleição, na última semana antes do primeiro turno, eles (Helder) partiram para uma campanha desgraçada, revivendo o plebiscito. Isso mexeu com o sentimento que estava adormecido. Eles terminaram o primeiro turno com só mil votos na frente. Quando vimos o mapa de votação, com vitória deles nos territórios que buscaram a divisão, não teve jeito, tivemos que tomar algumas decisões, denunciar a safadeza disso. Eles queriam um novo plebiscito, mas só com as pessoas de lá. É uma maluquice.
    Não dá para meia dúzia de irresponsáveis, de lideranças sub-regionais, fazer um estrago deste tamanho. Nós estreitamos [a votação] nas duas regiões, diminuímos a diferença, e abrimos margem na região metropolitana e na região nordeste.”

    DOMÍNIO TUCANO NO PARÁ
    “Não é urna oligarquia, pelo seguinte. A diferença é que não tenho nenhum parente metido na política, zero. Nem prefeito do interior, nada. O (ex-governador tucano Almir) Gabriel, mesma coisa. Não criamos nenhum aparato institucional, império da comunicação. Tenho uma total discordância de se ter veículo de comunicação de grupo ou partido político como proprietário. Isso fragiliza muito a questão da democracia, das disputas. Não é isso.”

    AÉCIO NEVES
    “Ele é um vitorioso, o país todo reconhece isso. Tenho a maturidade para compreender que esses votos não se cristalizam na pessoa, a pessoa é que cristaliza ideias e causas. Agora é unificar de fato cada vez mais o Brasil no sentido de construir bases para um passo mais largo.”

    DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA
    “Houve um repiquete [nos últimos 12 meses], mas caímos muito nos últimos anos. A própria Marina disse que ajudamos muito na questão do desmatamento. Quando a ministra [do Meio Ambiente, Izabella Teixeira] resolveu achar que ia dar um pito na questão da retomada do desmatamento, eu disse: ‘Menos. Isso está acontecendo em unidades de conservação federal e projeto de assentamentos. Não transfira a responsabilidade para esconder fragilidade.’ Criamos unidades de conservação, e temos que induzir a sociedade local, nos municípios, para ela perceber que isso é mau.”

    LEI KANDIR (PREVÊ A ISENÇÃO DE ICMS NAS EXPORTAÇÕES)
    “No ano passado, exportamos R$ 40 bilhões. Se eu tivesse uma alíquota de 7% sobre isso, eu teria R$ 2,8 bilhões. Para efeito de comparação, nos quatro anos de governo, vamos investir R$ 4,5 bilhões. Temos que resolver isso internamente, ninguém é louco de onerar exportação em um mundo globalizado. Propus uma saída ao (Antônio)Palocci lá atrás, quando ele era ministro (da Fazenda), com a criação de um fundo. Ele adorou, disse que o plano era genial. E ficou nisso. Na atual gestão, não tive chance de conversar sobre isso.”

    DERROTA DOS BARBALHO
    “É muito cedo para uma avaliação mais depurada, mas tem um significado importante para o Pará e para o país. A sociedade brasileira, particularmente a paraense, rejeita a ideia do vale-tudo na política. Eles têm uma história de intimidar, de truculência. Os eleitores fizeram uma avaliação de valores mesmo.
    A velha tática de ficar massificando a mentira na expectativa de que ela vire verdade, cada vez mais, em uma sociedade. Essa coisa da esperteza não tem mais o condão de garantir o voto. Ninguém é dono do voto. Vamos ser francos, isso na campanha foi usado na campanha, mesmo. Isso mexeu com os brios, a classe média vendo, gente que nunca vi balançando uma bandeira na rua. Essa coisa da defesa. A ideia de não querer um passado que nos envergonhou.”

  • Brasília, 29 – O governo definiu como prioridade para a área econômica até o fim do ano duas medidas de desafogo tributário. A primeira é a aprovação, no Congresso Nacional, do projeto de lei complementar que unifica e reduz as alíquotas do ICMS para operações entre os Estados. A segunda é a definição do projeto de lei de fusão e simplificação de dois dos principais tributos federais, o PIS e a Cofins.

    Em meio às especulações sobre a nova equipe econômica do governo, a presidente Dilma Rousseff elegeu a formulação de medidas como meio para ajudar o governo a resgatar a confiança do mercado financeiro, sobretudo no campo da chamada responsabilidade fiscal. Fontes ouvidas pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, informaram que o anúncio de algumas medidas deve ocorrer antes mesmo da divulgação do novo ministério.

    Na segunda-feira, 27, a presidente e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, conversaram, no Palácio da Alvorada, sobre a reforma dos tributos no Palácio. Mais tarde, em entrevista à TV Globo, Dilma mencionou as discussões sobre as reformas do ICMS e do PIS/Cofins. Apesar de não permanecer no cargo no próximo mandato, Mantega ainda deve ter protagonismo na definição das medidas.

    Principal imposto arrecadado pelos governadores nos Estados, o ICMS exige a negociação de um acordo político sensível para sua reforma. Na avaliação interna do governo, isso pode sair do papel a partir de agora, com a presidente vitoriosa nas urnas.

    Como a proposta do governo federal parte da redução e unificação do ICMS, os Estados vão perder arrecadação. Por isso, o projeto dos sonhos do governo Dilma, enviado ao Congresso no fim de 2012, cria dois fundos financeiros – um para compensar as perdas de arrecadação e outro que servirá para os Estados “sacarem” recursos para financiar operações de crédito para desenvolvimento regional. Somados, esses fundos terão cerca de R$ 50 bilhões e começariam em 2016, após a aprovação do projeto.

    Apoio

    Para obter o apoio dos governadores, o Planalto já aceitou a convalidação, com uma data de corte, dos benefícios já concedidos com ICMS pelos Estados às empresas, a chamada “guerra fiscal”. Há uma preocupação, porém, com o tamanho da renúncia de receitas. Por isso, a reforma pode ser implementada de forma gradual.

    Na luta entre Estados para atrair fábricas e investimentos, os governadores oferecem incentivos, entre eles o ICMS reduzido. Há uma discussão jurídica sobre a legalidade dessas operações. Por isso, os governadores querem a convalidação dos benefícios já concedidos para apoiar o projeto do governo. Afinal, a proposta do Planalto retira dos Estados o poder de barganha com o ICMS, que será único e fixo.

    O governo tenta vincular o início do “perdão” que será dado aos Estados ao início da unificação do ICMS, segundo projeto que tramita na Câmara dos Deputados.

    Além disso, o governo deve bater o martelo no pacote de unificação e simplificação do PIS e da Cofins. A medida, pronta para ser anunciada desde o segundo turno das eleições, aguarda apenas uma decisão da presidente Dilma, como já informou o jornal O Estado de S. Paulo.

    Falta definir se a medida será tomada por meio de um projeto de lei ou de uma medida provisória. O projeto do governo prevê a unificação do PIS/Cofins em um único tributo sobre o valor agregado, com alíquotas fixas. Toda a operação vai gerar créditos tributários. Se o planejamento do governo der certo, entrará plenamente em vigor em 2016. A indústria deseja desesperadamente esse pacote. O setor de serviços, que tem uma cadeia produtiva considerada curta, teme o encarecimento da operação e pede para ficar fora do pacote.

    Os técnicos do governo defendem um período de transição para que as empresas e a Receita possam se preparar para a mudança e adequar sistemas. O modelo em estudo considera uma gestão eficiente dos créditos do PIS e Cofins. Hoje, 50% dos créditos que as empresas compensam são glosados pela Receita, o que acaba levando a litígios nas esferas administrativa do Fisco e na Justiça.

    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Comentário meu: São assuntos relevantes, mas creio que no final dos atuais mandatos, com poços de mágoas por todos os lados, e sem interlocutores confiáveis será difícil o Governo aprovar qualquer coisa.

  • O Brasil foi às urnas e a maioria decidiu. Na hora do voto todos somos iguais. Todos sabem que estive ao lado de Eduardo Campos, saudoso amigo e companheiro e com sua morte, ao lado de Marina no primeiro turno. No segundo turno apoiamos Aécio.Perdemos.Isso não nos dá o direito de diminuir o valor do voto dos que venceram.
    Sucesso à eles na missão de administrar o Brasil. A nossa será de oposição cobrando e fiscalizando. Essa é a decisão soberana das urnas.
    A presidente Dilma veio à televisão e propôs o diálogo para superação da crise. Que bom, pelo menos reconheceu que a crise existe, primeiro passo para equacionar o problema. No entanto, diálogo exige sinceridade e clareza de objetivos. E não admite puxada de tapete, punhal nas costas dos aliados (o PMDB conheceu nesta eleição essa “qualidade”), muito menos não cumprir o acordado.
    Há uns quarenta anos que o Brasil tenta fazer aqui o que os espanhóis fizeram com o “PACTO DE MONCLOA”, mas não consegue.
    Hoje creio que as condições estão postas.
    Que Deus ilumine a todos para a superação das dificuldades que estão colocadas em nosso caminho.

  • Sobre as notícias que circulam hoje dando conta da possibilidade de que eu seria nomeado para o cargo de Superintendente da Zona Franca de Manaus esclareço, principalmente, aos 36.501 eleitores que votaram em mim para deputado estadual que essa HIPÓTESE NÃO EXISTE.

    Fui eleito deputado estadual e cumprirei o meu mandato buscando corresponder a honrosa confiança do povo amazonense.

    O cargo de Superintendente da SUFRAMA  é de livre escolha da Presidente da República, a quem cabe decidir.

  •  

    Por Alfredo MR Lopes:

    [email protected]

    Em postagem feita nas redes sociais, às vésperas do pleito, o superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, declarou voto à reeleição de Dilma Roussef, em nome das políticas de inclusão social, “…de milhões de vidas transformadas ”e do compromisso com a Zona Franca de Manaus, do qual se diz testemunha como profissional e como servidor “no enfrentamento das pressões contra Manaus”. Confirmada a vitória da presidente, Thomaz convoca no dia seguinte  uma coletiva para colocar o cargo à disposição em nome de alguns boicotes, sem citar nomes, às ações da Suframa, que vão contra a vontade e determinação da presidência da República. A rigor, Thomaz perdeu a chance de – usando o jargão popular  – dar nome aos bois e denunciar, abertamente, o abismo entre o discurso político/eleitoral sobre a ZFM e sua  gestão cotidiana, que se esvazia a cada dia. O que ele chama de “compromisso”, até aqui, tem sido uma troca vantajosa entre renúncia fiscal do Tesouro por uma fábrica de vantagens de arrecadação da ZFM. Neste caso, se trata de um cumprimento rotineiro de dever na busca constitucional da redução nas desigualdades regionais, com o beneplácito de generosas receitas fiscais, é claro. A ZFM recolhe aos cofres federais 55% da riqueza que produz, segundo a USP.

    Que compromisso é este de sugerir a prorrogação do modelo ZFM, sem lhe assegurar autonomia administrativa e financeira, como está claramente estabelecido na legislação que dá amparo constitucional  à Suframa? Seria compromisso sentar 12 anos sobre a definição do modelo de gestão do Centro de Biotecnologia da Amazônia, o mais urgente e coerente polo de negócios e oportunidades para a região? Ontem, no final da apuração que deu vitória à candidata do Superintendente,  um apagão digital derrubou as comunicações em Manaus, uma cidade com internet mais cara e lenta do planeta, uma logística duopolizada e de relações sombrias, e com um serviço de distribuição de energia vergonhoso e constrangedor.  De quebra, as verbas de ciência, tecnologia, pesquisa e desenvolvimento estão sendo drasticamente reduzidas ou canalizadas para outras freguesias da agenda prioritária, onde a ZFM parece não figurar. E é drástico o corte orçamentário da Suframa para 2015, assegurando que o processo de esvaziamento da autarquia vai continuar. Nos últimos 10 anos, R$ 1,4 bilhão foi confiscado de sua receita, verba não orçamentária, oriunda das taxas pagas pelas empresas para os serviços administrativos da Suframa.

    Na semana passada, Ricardo Schaefer, o secretário-executivo do MDIC, a pasta do Desenvolvimento à qual se subordina a Suframa, em entrevista a uma rádio local, atribuiu a Thomas a responsabilidade sobre a greve dos  servidores da Suframa, esquivando-se de forma sorrateira e desrespeitosa de suas responsabilidades e atribuições funcionais pelo descumprimento da maioria dos acordos assinados com os funcionários em nome da União, em fevereiro último.  Ele ignorou, propositalmente, a questão central, vital – a vergonhosa defasagem salarial vigente –  perto da qual as demais são periféricas e, no limite, simbólicas. Foi criado um Grupo de Trabalho com o Sindicato,  sob a coordenação do MDIC, claro, já que a Suframa não tem autonomia nem recursos. O prazo expiraria em 04/11/2014. Houve uma reunião única, em julho, as demais foram suspensas e, na semana passada, a de novembro foi para as calendas. Dessa vez, por ordem do ministério do Planejamento. Ricardo, em tempo,  é o último engavetador do CBA.  Prorrogar  sem  autonomia local  para algo tão prosaico como corrigir distorções salariais, não é compromisso, é peça publicitária, eficaz para definição de pleito, não para o exercício rigoroso de uma boa gestão.

    Alfredo MR Lopes
           092 91123281

  • Chega ao fim o mandato da presidente Dilma e a promessa de reabrir a BR 319 não foi cumprida. Isso ficou para trás. Vamos olhar para frente.

    Desde que em 2004, o então Prefeito de Manaus, Alfredo Nascimento, foi nomeado Ministro dos Transportes e colocou em pauta a recuperação da BR-319 já se passaram 10 anos e três governos – dois do Lula e um da Dilma – e vamos agora para o quarto.

    E por que a estrada não sai?

    Do que sei e dos dados que levantei, constatei uma realidade que quero compartilhar com os que me dão o prazer da leitura dos meus textos.

    Dou destaque a duas constatações: 1 – CUSTO ALTO E A FALTA DE RECURSOS NO GOVERNO FEDERAL e 2 – USO DE ARGUMENTOS EQUIVOCADOS.

    1 – CUSTO ALTO, FALTAM RECURSOS E LICENCIAMENTO AMBIENTAL

    O custo da recuperação dos 400 km do “meio” – trecho fechado há quase trinta anos – é alto, + ou – UM BILHÃO DE REAIS. O Governo Federal não tem esses recursos e faz o jogo entre os Ministérios. O dos Transportes quer a obra. Planejamento e Fazenda não têm os recursos e dão o sinal para que o Meio Ambiente trabalhe devagar, quase parando, na questão do licenciamento ambiental. Em vários pontos os ambientalistas tem razão, como no caso das chamadas “espinha de peixe”. Veja a foto abaixo:

    Sem superar esses dois obstáculos, o financeiro e o ambiental, não avançaremos.

    2 –  ARGUMENTOS EQUIVOCADOS

    Temos usado dois argumentos:

    • 1) – A BR 319 escoará a produção do Distrito Industrial barateando o custo do transporte;
    • 2) – O frete de Manaus para o restante do Brasil é  caro.

    Tais argumentos não se sustentam, pois:  

    • 1) – Hoje o escoamento da produção é feito por um sistema que de cada vez usa dois homens, um empurrador, duas balsas e leva 70 carretas de Manaus até Porto Velho.  Saem + ou – 15 por dia. Pela BR 319, para levar as mesmas 70 carretas seriam necessários pelo menos 70 motoristas, usando 70 cavalos mecânicos. Portanto, pela BR-319 o custo de transporte da produção do Distrito Industrial será mais alto e ambientalmente incorreto.
    • 2) – O frete Manaus – São Paulo não é caro, pois  uma carreta com 1.500 televisores custa R$ 12.000,00 de frete, ou seja R$ 8,00  por cada televisor. Menos do que uma corrida de taxi em Manaus.

    Diante dessas constatações – CUSTO ALTO/ FALTA DE RECURSOS, FALTA DE LICENCIAMENTO E USO DE ARGUMENTOS EQUIVOCADOS –  entendo que precisamos mudar os nossos argumentos para viabilizar a reabertura da estrada BR 319.

    Em minha opinião, os nossos argumentos devem ser:

    • PRECISAMOS ROMPER O ISOLAMENTO;
    • INTEGRAÇÃO DO NORTE BRASILEIRO, DA VENEZUELA, CARIBE e ESTADOS UNIDOS AO RESTANTE DO BRASIL E AO CONE SUL;
    • TURISMO ECOLÓGICO, principalmente nos  400 km do “meio”; 

    E para atingir o objetivo sugiro um agenda direta e positiva:

    • 1 – POLÍTICA: UNIÃO DAS FORÇAS POLÍTICAS DO AMAZONAS, RONDÔNIA E RORAIMA PARA DISCUTIRMOS CAMINHOS E SOLUÇÕES. A REABERTURA INTERESSA AOS TRÊS ESTADOS.
    • 2 – LICENCIAMENTO: CONCORDAR COM ESTRADA PARQUE; PROTEGER OS 400 KM DO “MEIO”; BATALHÃO AMBIENTAL NO CASTANHO E HUMAITÁ.
    • 3 – LICENCIAMENTO: PLEITEAR DELEGAÇÃO DO IBAMA AO IPAAM PARA LICENCIAR COM MAIS RAPIDEZ A OBRA, SEM PERDA DE QUALIDADE.
    • 4 – MODELO: O MESMO QUE RESOLVEU O IMPASSE DA BR 174; CONVENIO DO GOVERNO FEDERAL COM O AMAZONAS PARA QUE O ESTADO ASSUMA A RESPONSABILIDADE, INCLUSIVE FINANCEIRA, PARA FAZER A ESTRADA; ISSO SUPERA A FALTA DE RECURSOS E DESTRAVA A OBRA; OS RECURSOS VIRIAM DO FUNDO DE DESENVOLVIMENTO DO INTERIOR QUE EM 2015 TERÁ RECURSOS DE UM BILHÃO DE REAIS. E A OBRA DEMORA TRÊS ANOS.

    Esse são os caminhos que vislumbro e coloco como contribuição à solução do impasse.

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