Teste do Pezinho é obrigatório em todo o estado do Amazonas

O deputado Serafim Corrêa (PSB) comemorou a assinatura conjunta entre as Secretarias Municipal e do Estado de Saúde (Susam e Semsa), promovida pelo Ministério Público do Estado(MPE), nesta terça-feira, 13, que trata-se da ampliação de serviços para o Teste do Pezinho no Amazonas.

“Fico feliz com a união entre a Susam e a Semsa sobre a questão do Teste do Pezinho, que primeiramente foi introduzido em Manaus, em 2007, na Maternidade Moura Tapajós, quando fui prefeito de Manaus. Naquele época, já sabíamos a importância desse exame na prevenção de várias doenças. O MPE-AM fez com que as secretarias de saúde sentassem numa mesa e dialogassem”, comemorou.

Atualmente, vinte e cinco por cento dos bebês nascidos no Amazonas não fazem o Teste do Pezinho. O sistema vai ser implantado em todas as unidades do estado e municípios e, posteriormente, nas maternidades privadas e do interior.

Conheça as doenças detectadas pelo Teste do Pezinho:

Doença falciforme e outras hemoglobinopatias – Doenças que alteram a formação da hemoglobina, molécula responsável pelo transporte do oxigênio no sangue. Em decorrência dessa alteração, as hemácias ficam com forma de foice (daí o nome “falciforme”), o que dificulta sua locomoção e acaba lesionando tecidos.

Deficiência de biotinidase – É a falta da vitamina biotina no organismo. Sua deficiência resulta em convulsões, fraqueza muscular, queda de cabelo, surgimento de espinhas, acidez do sangue e baixa imunidade.

Fenilcetonúria 

É uma doença genética caracterizada pela incapacidade de metabolizar a enzima fenilalanina-hidroxilase,  responsável pela transformação do aminoácido fenilalanina em tirosina. A ausência de tirosina pode acarretar retardo mental.

Fibrose cística 

Doença genética que compromete o funcionamento das glândulas exócrinas que produzem muco, suor ou enzimas pancreáticas. O tratamento deve ser feito com equipe multidisciplinar, envolvendo profissionais de pneumologia, nutrição, fisioterapia e endocrinologista, entre outros. Em recém-nascidos, pode causar obstrução ileomeconial.

Hiperplasia adrenal congênita

 Conjunto de alterações genéticas que reduzem a produção de hormônios nas glândulas adrenais e afetam o crescimento normal da criança. Meninas com a doença podem ter genitália ambígua. Não tem cura, mas com o tratamento contínuo o padrão de crescimento pode ser normalizado.

Hipotireoidismo congênito

Doença que faz com que a glândula tireoide não seja capaz de produzir quantidade adequada de hormônios tireoidianos, o que deixa os processos metabólicos mais lentos. Uma das principais consequências é a retardação mental.