HUGV: Quem tem que bancar?

Vira e mexe, torna e deixa, e o Hospital Universitário Getúlio Vargas volta a ordem do dia. Mais uma vez o Hospital está sem condições de atender o público. E aí as cobranças vêm na direção do Governo do Estado e da Prefeitura. Estou a vontade para falar sobre o tema porque já não sou mais Prefeito e na minha administração Manaus ajudou muito o HUGV com recursos financeiros e humanos.

Para analisar a questão, é bom relembrar um pouco a história. O “Getúlio Vargas” foi construído no 1º mandato do Governador Gilberto Mestrinho no início dos anos 60. Quando da criação do curso de medicina da Universidade Federal, o Governo do Estado cedeu o hospital para que o curso funcionasse. Nos anos 80 o hospital foi doado para a Universidade, leia-se Governo Federal.

O hospital, portanto, é do Governo Federal e cabe a ele fazê-lo funcionar, dando as condições materiais e de recursos humanos necessários para tanto.

O que ocorre na prática, no entanto, é bem diferente. O Governo Federal faz de conta que não tem nada com a história, como se o hospital não fosse seu. Tira o corpo de fora, e a cobrança vai para o Estado e o Município, que há anos assumem ônus que não são seus. E o Governo federal passa ao largo. Aqui se inverteu a lógica que é a União ajudar Estados e Municípios, pois são estes que suprem a omissão daquela.

Acho que agora chegou a hora da verdade, inclusive de mostrar tudo. Quais são os recursos humanos disponíveis, a quem pertence cada servidor, quem paga, o que está faltando para o bom funcionamento e cobrar do verdadeiro devedor que, no caso, é o Governo Federal os recursos necessários.

Enfim, está na hora do jogo da verdade. Vamos fazê-lo?

7 thoughts on “HUGV: Quem tem que bancar?

  1. Serafim,

    Concordo com voce a respeito do Hospital Getulio Vargas e me apavora a idéia do mesmo se tornar uma Santa Casa.
    Conte comigo.
    Minha primeira colaboração é dizer que acho desnecessário ser médico para dirigir o Hospital.Um administrador seria o ideal ou alguem formado em gestão hospitalar.
    O Senador Peres deve estar aplaudindo sua iniciativa,pois ele tinha muita preocupação pela saude dos menos favorecidos

  2. O Hospital Universitário deve sim ter o suporte financeiro sagrado da União, do Estado e do Município. Se aparece dinheiro para o Boi e para o Futebol todos os anos, o que falta para arrumar dinheiro para que o Hospital Universitário funcione com decência em prol dos mais carentes, em particular? Falta vergonha para as autoridades, pois normalmente priorizam o discurso e abandonam a prática. Falta a sociedade se rebelar e se indignar com o que acontece com a saúde pública aqui e em todo o Brasil. Os políticos e governantes precisam aprender que devem fazer o que é melhor para a sociedade e não para a sua carreira política e o próprio umbigo. Pressão neles é o que falta.

  3. Tá certo Sarafa, mas permita acrescentar algo. Há muita coisa desnecesária, supérflua se comparada ao Getúlio Vargas, sendo feita aqui no Amazonas. Ora, fechamos um hospital e ao mesmo tempo fazemos um a ponte de 1 bilhão de reais. Gastamos fortuna em aluguel de aviões e políticos aliados ao governo fazem viagens evidentemente políticas para o interior. E muito mais. Sem contar a grana preta passada aos times de futebol do Amazonas que usaram tão bem o dinheiro que foram todos, literalmente todos, pra quarta divisão, o fundo do poço do futebol nacional, o lixo futebolístico do nosso país.
    É isso.

  4. Serafim,

    Para seu conhecimento, o Senador Praia esteve hoje com o diretor do HUGV.Ele vai disponibilizar uma emenda p/ ajudar,que é nossa obrigação.Não sei direito o valor,mas a assessora de imprensa dele,que presenciou a reunião vai lhe repassar os dados com maior precisão.

  5. Praia se compromete com emenda
    de R$ 1 milhão para o HUGV

    O senador Jefferson Praia (PDT) em visita ao diretor do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), Lourivaldo Rodrigues, realizada na manhã de hoje, anunciou que estará destinando uma emenda de R$ 1 milhão para ajudar o hospital.

    Participaram ainda da reunião, a reitora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Márcia Perales Mendes Silva, Pró-Reitor de Planejamento, Albertino Carvalho e a chefe de gabinete da UFAM, Maria Couto Marques.

    O senador se comprometeu também a fazer gestões para que o governo municipal e estadual retomem os convênios nos valores de R$ 200 e R$ 300 mil, respectivamente, que estão suspensos.

    “Quero ajudar o HUGV porque é uma instituição importantíssima em nosso Estado, muitas pessoas, principalmente de poder aquisitivo mais baixo vem procurar atendimento neste hospital.

    Eu sei que estarei ajudando a nossa população”, afirmou.
    O HUGV conta com 251 leitos, mas, por falta de recursos para custeio, apenas 165 leitos estão funcionando.

    O Hospital que é responsável por formar o recurso humano da área da saúde do estado, não está oferecendo serviços na área de pediatria, ginecologia e obstetrícia.

    Além disso, o pronto-socorro também não está atendendo e as cirurgias estão suspensas. Apenas o serviço de clínica cirúrgica, médica, ortopedia, U.T.I, o ambulatório e os serviços de nefrologia estão funcionando.

    O diretor do hospital informou que os recursos que deixaram de ser repassados pelo governo estadual e municipal são de extrema importância para a retomada de parte das atividades.

    O HUGV atendia uma média de mil consultas diariamente e realizava em média 20 cirurgias em pacientes da capital, do interior e de outros estados.

    Fábia Lázaro
    Assessora de imprensa
    092-9114-7760

  6. Uma correção, no release anterior, a visita ocorreu na sexta-feira e não hoje. Não consegui o endereço do e-mail por meio da página, por isso, estou mandando via comentário.

    Fábia Lázaro

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