E na segurança pública, custando MILHÕES, descobriram a pólvora

E na segurança pública, custando MILHÕES, descobriram a pólvora

Hoje o ex-prefeito de Nova Iorque apresentou ao governador Amazonino Mendes o primeiro relatório técnico que custou R$1.700.000,00 (1 milhão e 700 mil reais). Na sequencia o Governo do Estado publicou no Facebook o seguinte post:

“ Inteligência e Proteção do Amazonas.

Recebemos o relatório técnico da primeira fase do trabalho realizado pelo escritório internacional em consultoria de segurança Giuliani Security & Safety (GSS). Nele consta as recomendações para as próximas etapas do projeto de modernização e melhoria do sistema de segurança pública do Amazonas, cujo o objetivo é a redução da criminalidade.

Buscar alternativas internacionais no combate ao crime e no melhoramento da segurança pública do Amazonas é uma necessidade do nosso estado.”

 

A conclusão que apresentaram é o óbvio ululante e todos nós sabemos isso desde todo o sempre: a principal origem do crime decorre das drogas e armas que entram em nosso estado através de fronteiras internacionais com a Venezuela, Colômbia e o Peru.

Pagar para ouvir aquilo que todos já tínhamos ouvido reiteradamente  com dados e ilustrações pelas diversas autoridades ligadas à segurança como, por exemplo, o delegado federal Sérgio Fontes, ex- Superintendente da Polícia Federal e ex-secretário de Segurança do Amazonas  e o General Theófilo, ex-comandante Militar da Amazônia, convenhamos, que é jogar dinheiro fora.  

Imagino a decepção das autoridades policiais locais com tudo isso. Em primeiro lugar porque elas ficaram a margem desse contrato como hoje mostrei na Assembleia (vide vídeo e oficio abaixo) e em segundo com a decepção do resultado do trabalho que disse aquilo que elas já sabiam e com muito mais conhecimento de causa.

Ficando cada vez mais evidente que essa contratação midiática teve um único objetivo: fazer marketing eleitoreiro. E o pior, com o dinheiro que anda fazendo falta na própria segurança e na saúde principalmente, basta ler os noticiários.

Serafim Corrêa