A questão do Centro, 1

Todos nós queremos melhorar o centro histórico de Manaus. A melhora passa pelo resgate do patrimônio histórico, o reordenamento da publicidade e a liberação das calçadas.

A coisa pega na liberação das calçadas, que implica em mexer numa situação sensível, que é a dos camelôs. Isso remonta o início dos anos 90, quando o então Prefeito, hoje Senador Artur Neto, promoveu a remoção. Ação aplaudida quando tomada, mas depois “demonizada” numa operação de marketing viral. E o que era positivo virou negativo.

Esse assunto foi bastante discutido quando estive na Prefeitura. A solução que encontramos foi construir shoppings populares que abrigassem grupos de 200 camelôs diante da constatação que o centro não dispõe de terrenos que permitam um único shopping popular com espaço para cerca de 2.200 camelôs.

Desapropriamos dois imóveis na Av. Sete de Setembro, em frente à antiga Câmara Municipal. O primeiro, onde outrora funcionou um depósito do J.G. Araújo, ficou pronto em novembro e nele cabem 175 camelôs. No terreno ao lado, onde ficava o Bar do Quintino, com projeto e licitação realizada, cabe outro tanto.

Esse é o caminho da racionalidade. Cerca de um terço dos camelôs topam ser microempresários. Querem o espaço, crédito subsidiado, possível através do FUMIPEQ, que tem recursos para tanto e, obviamente, compradores.

As condições estão criadas. Falta agora a iniciativa. Com a palavra os novos gestores municipais.

7 comments

  1. Vi uma entrevista recente do Secretário da Semaga onde ele dizia que não iria utilizar os dois espaços desapropriados porque não caberiam todos os camelôs. É óbvio. Mas os espaços seriam destinados para começar a solucionar o problema. Maaaaas….

  2. Acho que depois da passagem de ônibus , essa é a questão mais espinhosa para o prefeito de uma cidade,pois não há solução simples.
    Se o prefeito toma uma atitude de força , pode ficar estigmatizado como o então prefeito Arthur Neto, que em toda campanha política sofre com a pecha de “espancador de camelôs…”
    Mesmo a solução sensata apresentada pela gestão Serafim , não atende aos anseios da classe , pois dificilmente o público consumidor migra junto para estas novas áreas de concentração.
    Não acho que uma administração populista como o do atual prefeito vá mexer neste vespeiro.

  3. a questao é colook esses camelos nesse centro e nao deixa-los invadir o centro de novo assim como é feito em curitiba ou florianopolis, se num me engano

  4. Infelismente em Manaus, com esse grupo político esse segmento é altamente protegido e “imexivel”, dá muitos votos e não pode ser contrariado, não importa se as pessoas andam se batendo pelo centro da cidade “ele” não anda por lá mesmo, que importa? o importante são os resultados das eleições.Para “ele” também não podem ser contrariados:
    -os donos de gatos de energia;
    -os donos dos gatos de água;
    -invasores de terra;
    -mototaxistas(que “ele” iludiu;
    -ou toda pessoa com algum tipo de contravenção que acaba se confundindo com concessões.

    Daniel costa

  5. A QUESTÃO DO VENDEDOR AMBULANTES NOS CENTROS DAS CIDADES É ANTIGA. DEPOIS QUE A PRÁTICA SE ESTABELECE É MUITO DIFÍCIL CONSEGUIR QUE O CAMELÔ QUEIRA ADERIR AO MERCADO FORMAL.

    EM MANAUS, NO INÍCIO DO SÉCULO, NO ENTANTO, OS MASCATES, OS FAMOSOS “TEC-TEC”, EM SUA MAIORIA ÁRABES, TIVERAM MUITAS DIFICULDADES EM SE ESTABELECER EM MANAUS DEVIDO A HEGEMONIA COMERCIAL DOS PORTUGUESES AQUI INSTALADOS.

    OS MASCATES, SEGUNDO OS RELATÓRIOS OFICIAIS DAQUELA ÉPOCA-ENCONTRADOS NO MUSEU AMAZÔNICO DA UFAM_ PROCURARAM AS AUTORIDADES E SURGERIRAM-LHE PAGAR UM IMPOSTO PARA SER RESPEITADOS COMO COMERCIANTES.

    O ESTADO ACEITOU, PORÉM ELES TINHAM QUE SEGUIR AS REGRAS DE HIGIENE E POSTURA. A DIFERENÇA COMEÇAVA PORQUE ELES NÃO SE FIXAVAM EM UM DETERMINADO LUGAR. PERAMBULAVAM PELA CIDADE. TAMBÉM VENDIAM APENAS DETERMINADOS PRODUTOS AOCORDADOS.

    AQUI EM MANAUS NA CALÇADA DA MATRIZ AQUELE EXPOSIÇÕES DE ROUPAS ÍNTIMAS FEMININAS FORMAM UMA PAISAGEM DEPRMENTE.
    ENTRA-SE, AINDA NA MESMA CALÇADA, PEIXE FRESCO EXPOSTO AO SOL.

    O HISTORIADOR, FERNAND BRAUDEL, AO ESTUDAR O COMÉRCIO PRÓXIMO AO PORTO DAS CIDADES MEDITERRÂNEAS NO SÉCULO XVI, EXPLICA QUE O COMÉRCIO DA ÁERA LOGO TORNOU-SE REGULAMENTADO, INCLUSIVE QUANTO À EQUIVALÊNCIA DE PESOS E MEDIDAS PORQUE OS REIS OU PRÍNCIPES PROCURAVAM AJUDAR OS VENDEDORES INCIPIENTES A TANSFORMAREM-SE EM FORTES COMERCIANTES.

    EM MANAUS, DAS ÚLTIMAS DÉCADAS,` DEIXARAM OS VENDEDORES AMBULANTES FIXAREM-SE NOS MELHORES LOCAIS DO CENTRO. VENDEREM DESDE O ELETRODOMÉSTICO ATÉ SALADA DE FRUTAS, USAREM MÁQUINA DE CARTÃO DE CRÉDITO, USAR LUZ DE “GATOS, ENTRE OUTROS.
    E COMO É NATURAL SURGIRAM ENTRE ESSES CAMELÔS REPRESENTAÇÕES POLÍTICAS ELEITAS.
    DESSA FORMA A QUESTÃO TORNOU-SE AINDA MAIS POLITIZADA DEVENDO SER ADMINISTRADA PELAS AUTORIDADES LOCAIS.
    ESTAS TERÃO QUE NEGOCIAREM NORMAS A SER CUMPRIDAS E CONVENCEREM OS AMBULANTES DAS VANTAGEM DE TER UM ESPAÇO PRÓPRIO.

  6. Rodrigo: não querer usar o que já está pronto e é o caminho para a solução, é falta de racionalidade;
    Samuel/Allan: é hora de mexer no vespeiro. Com jeito, oferecendo alternativas. Os centros populares de compras deram certo em outras cidades. Por que aqui não dariam?
    Daniel: o tempo vai mostrar que a hora é agora. As condições estão criadas.
    Vania: a questão da venda do peixe foi resolvida ainda em 2005 com a transferencia do desembarque para a Feira da Panair.Hoje não existe mais. Quanto as outras observações, procedem. Agora, com as condições criadas, é hora de agir progressivamente.

  7. Caro Serafim.

    Gostaria de uma informação superimportante, da Lei Mun. Manaus/AM 1.085/06 – Lei do Município de Manaus/AM nº 1.085 de 29.12.2006
    DOM-Manaus: 29.12.2006, quando o senhor era nosso Prefeito. É correta a cobrança de 1% das empresas cadastradas no SIMPLES NACIONAL, prestadora de serviços para o município, cujo taxação do nosso regime fiscal, engloba todos os impostos, sendo que a PMM aderiu ao Simples Nacional para não cobrar impostos?

    Fico no aguardo, pois nós pequenos empresários, cadastrados no Simples, somos descontado a cada fatura em 1% dos serviços prestados .

    Acredito que as empresas no lucro presumido e também no lucro real estejam enquadradas, pois podem fazer ajustes etc.

    Nada melhor que obter sua resposta, pois o senhor deve ter pensado em todos os caminhos e além disto entende desta área.

    Atenciosamente,
    Adão Gomes
    NaFesta.com

    oBS. Minha consulta não tem cunho político e sim de cidadão comum.

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