Pedofilia: Parte II

Estive presente na última terça feira a todos os depoimentos prestados na CPI da Pedofilia em Brasília, sob o comando do senador Magno Malta. Os depoimentos foram provocados por uma solicitação do Senado Artur Virgilio, que também esteve presente comigo durante toda sessão.

Chamou-me atenção a frieza do ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, que conduziu o seu depoimento, quando perguntado sobre os crimes de pedofilia e prostituição de menores, se reservando do direito constitucional de ficar calado, deixando claro para todos que o bordão do “quem cala consente” cabia-lhe como uma luva.

O depoimento de Maria Lândia, mulher responsável por viabilizar os “bebezinhos” para Adail Pinheiro encheu o plenário de nojo, ao vermos a mãe, de uma criança de 14 anos se negando a colaborar com a justiça que quer vê-los punidos. Uma mãe, protegendo um molestador das inocências de Coari.

O depoimento de Fabio Marques, o Fabinho, foi o mais contundente. Ele desmentiu ponto a ponto o depoimento de Adail Pinheiro, chamado a uma acareação. Frente a frente com o ex prefeito repetiu absolutamente tudo que havia dito, deixando o ex-prefeito de cabeça baixa e mais uma vez sendo obrigado a usar o seu direito constitucional de ficar calado para não piorar ainda mais sua situação.

A CPI foi um divisor de águas, pois, a acareação de Adail Pinheiro e Maria Lândia, televisionada para todo o Brasil, tivemos a chance de ver a máscara doentia deles tombarem perante nosso país.

Quero reiterar que não tenho compromisso com essa gente. Não tenho medo de seus olhares que insistem em querer fulminar aqueles que se levantam contra os que teimam em trilhar os caminhos equivocados da vida.

Até quinta feira.

Matupi – Participei da festa do rodeio de Santo Antônio do Matupi, voltei encantado e convencido de que aquele importante distrito da cidade de Manicoré precisa ser urgentemente emancipado.

Marcelo Serafim é deputado federal e farmacêutico. Fone 32382835 email: [email protected]

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