Meia passagem: O direito dos estudantes

Dias após sua eleição, Amazonino articulou a aprovação do projeto que restringia o acesso à meia passagem. À época alertei as lideranças locais e, como presidente estadual do PSB, orientei nossos vereadores a votarem contra a medida que equivocadamente foi aprovada.

Iniciávamos ali o maior retrocesso que um homem público poderia patrocinar: a redução de um direito conquistado a duras penas por pessoas como o saudoso companheiro Sávio, que poucos conhecem, mas todos usufruem dos direitos conquistados pelas suas lutas.

Amazonino não esperava a reação da sociedade. Pacificamente os estudantes pararam a cidade na maior demonstração cívica recente da nossa história e fizeram com que o prefeito voltasse atrás, em menos de meia hora, adiando o corte nos direitos dos estudantes.

Agora, o prefeito manda um novo projeto cheio de retrocessos e contrário aos estudantes Dentre outros, cito:

1. O estudante terá no máximo 60 passes por mês; antes eram 120;

2. Quem mora a menos de 1 km da escola terá direito a 16 passes; antes eram 120;

3. Acaba o pagamento em dinheiro na catraca; os estudantes voltarão às filas do SINETRAN;

4. A freqüência escolar terá que ser comprovada pelo aluno a cada dois meses; antes isso era responsabilidade das escolas.

Como podemos ver, o retrocesso é total. Amazonino traiu todos os compromissos de campanha. Agora, ele não pode se enganar. Os estudantes irão novamente às ruas defender seus direitos.

Critico mas aponto soluções. Por isso sugiro ao prefeito: (a)- mantenha as 120 passagens; b)- estabeleça o controle eletrônico de freqüência nos moldes que o Rio de Janeiro adotou. O cartão PASSAFÁCIL registraria a presença na escola e garantiria o acesso à meia passagem; c)- envie as senhas de acesso ao sistema de controle do transporte coletivo para os vereadores, Ministério Público Estadual e Federal como era feito antes, assegurando a transparência.

MEDICAMENTOS: Continuam as faltas. A SEMSA disse que reporia os estoques até o dia 15, mas tudo continua como antes. Seja mais ágil, prefeito. Não acabe com o REMÉDIO FÁCIL. Isso prejudica milhares de pessoas, principalmente hipertensos e diabéticos.

Até quinta.

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