Crise se enfrenta com educação

Amazonino comete mais um erro.

A Secretária Municipal de Finanças da Prefeitura de Manaus, alegando a queda da arrecadação e dos repasses constitucionais por conta da crise econômica, determinou um corte linear de 30% no orçamento de todas as Secretarias Municipais.

A decisão de cortar recursos das áreas de educação, saúde e obras caminha no sentido contrário ao de uma política séria de enfrentamento da crise e demonstra a incapacidade de uma gestão sem rumo, sem criatividade, que desvaloriza o mérito e que, por esse perfil, só consegue enxergar soluções conservadoras, como essa do corte linear no orçamento das Secretarias.

Einstein, analisando um momento de crise econômica mundial, assim concluiu: “O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito.”

O orçamento da educação configura investimento e um tipo de investimento com a maior taxa de retorno do mercado, posto que prepara melhor o futuro da cidade, ajuda a construir saberes para a superação da própria crise e evita gastos em outros setores. Na saúde, considerando a responsabilidade do município com a saúde básica e com o controle de endemias, o corte tem reflexos gravíssimos posto que, abandonadas as políticas preventivas, os atendimentos tornar-se-ão mais complexos e, portanto, mais caros.

O investimento público em obras e infra-estrutura sempre foi um caminho tradicional para a superação de momentos de estagnação econômica, desde o “New Deal” do presidente americano Franklin Delano Roosevelt (1933 a 1937) para combater a Grande Depressão decorrente da Crise de 1929, porque gera emprego, renda, movimenta a economia e cria condições estruturantes para a economia do futuro.

Cortar mais em atividades meios e secundárias para não cortar em setores estratégicos, como educação, saúde e infra-estrutura, seria o caminho da criatividade, do desafio, do mérito. Mas, Amazonino, com sua política conservadora e sua equipe de “compadres”, prefere o caminho mais fácil para si e mais sofrido para o povo de Manaus.

Marcelo Ramos é advogado e vereador pelo PCdoB.

www.vereadormarceloramos.com.br

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