• A demissão do jornalista Cristóvão Nonato na TV Cultura é a ponta de um iceberg. Claro que a ele, a minha solidariedade. Não será por aí, com demissões desse tipo, que a questão será resolvida.

    Há muito tempo que a TV Cultura passa por uma crise que é bem ampla. Crise de identidade, crise de falta de investimentos, crise de relacionamento com seus funcionários.

    Tempos atrás esteve em Manaus a jornalista Tereza Cruvinel, presidente da TV Brasil, que vem a ser a TV pública pensada pelo Governo federal no sentido de dotar o país de um canal que ocupe o espaço do servir ao público, com informações de interesse geral, promovendo a cultura regional. Ela tentou que a TV Cultura retransmitisse a TV Brasil e entrasse nesse mesmo espaço. Não obteve êxito.

    A falta de investimentos é visível e a crise com os funcionários já vem de algum tempo, sem que se perceba de parte do Governo do Estado qualquer interesse em dar uma solução. Não apenas aos funcionários que são, é bom registrar, um dos itens mais importantes da questão, mas não o único.

    Nada sendo feito, e nada foi feito nos últimos anos, a TV Cultura vai terminar saindo do ar por problemas técnicos.

    O que todos cobram é a definição de uma política global para a TV Cultura, onde está incluída, obviamente, uma política de recursos humanos. Uma proposta que tenho princípio, meio e fim.

    Agora, quando não se sabe aonde quer chegar, não adianta caminhar porque não se chegará a lugar algum. Essa é a situação do Governo do Estado em relação á TV Cultura.